Cadência é a espinha dorsal da prospecção outbound: a sequência planejada de tentativas de contato com um potencial cliente, combinando canais, intervalos e mensagens.
A diferença entre uma cadência bem desenhada e “mandar uns e-mails” aparece direto na taxa de resposta.
A estrutura que usamos como ponto de partida
Uma cadência típica para mercado B2B brasileiro roda por 15 a 20 dias úteis, com 8 a 12 toques distribuídos entre e-mail, ligação e LinkedIn:
- Dia 1 — E-mail de abertura (dor + contexto) e visita ao perfil no LinkedIn.
- Dia 3 — Ligação. Sem resposta? Convite no LinkedIn com nota curta.
- Dia 5 — E-mail de valor (case, dado, insight — sem pedir nada).
- Dia 8 — Ligação + mensagem no LinkedIn.
- Dia 12 — E-mail com pergunta direta e proposta de horário.
- Dia 16 — Ligação final e e-mail de encerramento.
O e-mail de encerramento, contra a intuição, costuma ter a maior taxa de resposta da sequência — ele cria o senso de “última chance” sem pressão.
Princípios que valem mais que o cronograma
- Personalização em escala: os dois primeiros parágrafos precisam provar que você conhece a empresa. O resto pode ser padronizado.
- Um call-to-action por mensagem: pedir duas coisas é não pedir nenhuma.
- Multicanal de verdade: quem só manda e-mail compete com a caixa de spam; a ligação continua sendo o canal que mais converte em conversa.
- Volume sustentável: melhor 30 contas bem trabalhadas por semana do que 300 recebendo template genérico.
Quando encerrar (e o que fazer depois)
Terminou a cadência sem resposta? A conta não morreu — ela volta para um fluxo de nutrição e pode ser reativada em 60 ou 90 dias com um novo ângulo. Insistir além disso no curto prazo só queima a marca.
Cadência boa é a que o time consegue executar com consistência. Comece simples, meça taxa de conexão e resposta por toque, e otimize uma variável por vez.